A Folha implantou neste domingo um novo projeto editorial, renovando o formato do jornal e integrando sua edição em papel com sua versão on line. Tudo digno de nota, simpático e inovador; contudo, apenas na forma e não no conteúdo. Ao ler as matérias sobre educação no Estado de São Paulo, o que mais impressiona é como a análise apresentada pela Folha continua superficial e muitas vezes até mesmo leviana, carecendo de fatos e aprofundamento em qualquer das pautas abordadas. Como pode um jornal que se diz sério como a Folha, sugerir aos professores que diminuam sua carga horária (A cada dia um professor se licencia por dois anos, 23/05) para evitar problemas de saúde? Alguém em sã consciência acredita que um professor se vê obrigado a dobrar o seu número de aulas por vontade própria?
Até hoje não vi matéria alguma que abordasse a saída de professores da Rede estadual de ensino, caso em que me incluo, devido às péssimas condições para exercer a profissão que já foi dito ser das mais nobres, pelos baixos salários, violência verbal ou mesmo física, dentre inúmeros outros problemas que se apresentam no cotidiano escolar. Má formação? Salário digno e boas condições de trabalho são o que existe de mais atraente em qualquer profissão, não cabe à Folha de S. Paulo imaginar que o trabalho de professor é sacerdócio.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)



0 comentários:
Postar um comentário