No final da década de 1940 começou um novo Estado no Oriente Médio, com um problema inicial, outros povos naqueles quase 2000 anos haviam se estabelecido na região, e uma outra religião, que também acreditava em um Deus único e desde o século VIII exercia seu domínio por ali. A situação dos retornados era complicada, afinal, estavam cercados por possíveis inimigos, e mal haviam estabelecido sua nova pátria, podiam deixar de existir. Graças aos esforços daqueles primeiros e com a ajuda de um novo Império, conseguiram repelir todos os ataques que sofreram, e mais, ampliaram seu território, expulsando de suas casas aqueles que haviam se estabelecido ali; muitos dos que foram expulsos conservam suas chaves até hoje, com a ambição de um dia voltar. Este outro povo que também acredita em um Deus único, foi forçado a migrar em massa para os países vizinhos, ou se espremer em pequenas áreas onde foi permitido que eles sobrevivessem; uma verdadeira Diáspora foi forçada pela pátria dos que haviam sido expulsos e perseguidos desde os romanos. O país cresceu, tornou-se forte e militarizado ao extremo, na tentativa de garantir seu domínio e aparentemente aprendeu bastante com todos aqueles que o haviam agredido anteriormente, afinal, excluiu, limitou a possibilidade de deslocamento do povo que havia submetido, os tratou como cidadãos de segunda classe, impondo a eles um cárcere aberto.
Um inimigo acuado, é um inimigo capaz de qualquer coisa e, sem esperança, a vontade de arrastar mais dois ou três consigo antes de morrer deixa de ser algo absurdo e passa a parecer lógico. Logo dentre estes que eram os novos expatriados, grupos se juntaram com intenções nem sempre das mais inocentes e reagiram, atacando pessoas que na maioria das vezes também eram inocentes, perpetuando a situação de caos e terror, pois a cada reação, o Estado reagia com mais violência, ao terror de alguns grupos, o terror do Estado se sentia no direito de agir. Na tentativa de diminuir as tensões, optou-se pela formação de dois Estados, com a aparente intenção de dar aos refugiados da vez um pouco de voz e representação, o novo grande Império tratou de intermediar tudo, sem esconder, de maneira alguma, quem eram seus preferidos.
A construção deste segundo estado nunca se mostrou verdadeiramente viável, visto que interesses maiores se impunham, e a dependência que tinham do primeiro tornava quase impossível um movimento que fosse verdadeiramente autônomo, que criasse condições de sobrevivência digna aqueles que agora se viam sem pátria ou representação. A corrupção de seus líderes e os interesses do gigantesco império levaram a ruína qualquer planejamento de paz, e mais uma vez se ficou longe de uma solução.
Um inimigo acuado, é um inimigo capaz de qualquer coisa e, sem esperança, a vontade de arrastar mais dois ou três consigo antes de morrer deixa de ser algo absurdo e passa a parecer lógico. Logo dentre estes que eram os novos expatriados, grupos se juntaram com intenções nem sempre das mais inocentes e reagiram, atacando pessoas que na maioria das vezes também eram inocentes, perpetuando a situação de caos e terror, pois a cada reação, o Estado reagia com mais violência, ao terror de alguns grupos, o terror do Estado se sentia no direito de agir. Na tentativa de diminuir as tensões, optou-se pela formação de dois Estados, com a aparente intenção de dar aos refugiados da vez um pouco de voz e representação, o novo grande Império tratou de intermediar tudo, sem esconder, de maneira alguma, quem eram seus preferidos.
A construção deste segundo estado nunca se mostrou verdadeiramente viável, visto que interesses maiores se impunham, e a dependência que tinham do primeiro tornava quase impossível um movimento que fosse verdadeiramente autônomo, que criasse condições de sobrevivência digna aqueles que agora se viam sem pátria ou representação. A corrupção de seus líderes e os interesses do gigantesco império levaram a ruína qualquer planejamento de paz, e mais uma vez se ficou longe de uma solução.



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